Andrea Schwarz

Um breve balanço da lei de cotas

Publicado em julho de 2011

Esse mês a lei de cotas completa 20 anos de existência e temos muito que comemorar. Vejam só: se hoje estão empregados formalmente mais de 300 mil profissionais com deficiência é graças às ações afirmativas que vêm alinhar um desvio histórico de exclusão e discriminação. Natural e espontaneamente as empresas não contratariam essa expressiva mão de obra com deficiência. Além disso, a lei de cota enseja um “empoderamento” subjetivo e objetivo das pessoas com deficiência que passaram a ser mais independentes, ganhar seu próprio sustento e brigar por questões básicas como acessibilidade.

No entanto, a lei de cotas possui alguns gargalos, e aqui, citarei dois deles. O primeiro diz respeito ao contingente de pessoas com deficiência que não se enquadraram no decreto 5.296/2004 e que, infelizmente, tem encontrado uma dificuldade ímpar em arrumar emprego. O outro, se refere às funções oferecidas às pessoas com deficiência que são, via de regra, na base da pirâmide corporativa. Em ambos os casos, nossa tarefa é ajudar no avanço da percepção e constatação de que as pessoas com deficiência têm inúmeras características que as tornam únicas, diferentes uma das outras, assim, como em relação às pessoas sem deficiência. Ou seja: precisamos incidir na estigmatização e nos preconceitos ainda vigentes em nossa sociedade.

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Andrea Schwarz é formada em fonoaudiologia pela PUC – SP. Há dez anos atua como consultora em inclusão social, com foco na empregabilidade de pessoas com deficiência. Em 1998 Andrea se tornou cadeirante devido a uma má formação congênita na medula espinhal.

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