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Minha mãe reza ao meu lado, só não sei o porquê. São imagens distantes, desconexas e pessoas que não conheço. É tudo meio sem sentindo, são poucas coisas para entender e quando percebo, sinto uma vontade de abrir os olhos, só não sei porque! Enfim, abro os olhos. Vejo uma senhora de branco que anda depressa, mais uma, outra, reparo bem no lugar onde estou. Nossa! Estou num hospital, não parece coisa boa, meus braços estão amarrados. Será que fui preso? Pelo o que?
Meu nome é Vanda Monteiro, tenho 45 anos, sou tia e mãe cuidadora de um anjo chamado Matheus.
Meu nome é Sandra Marcia, sou casada com um tetraplégico, saí de um casamento fracassado, sou de Corumbá, e, atualmente, moro em Campo Grande (MS).
Eu me chamo Waleson, tenho 22 anos e há 4 anos e alguns meses sofri um acidente que mudou minha vida: me acidentei com minha motocicleta e fiquei paraplégico. Tive que me adaptar às novas condições de vida, sofri muito no início, mas tive pessoas que me deram força e foram meu ponto de apoio.
Meu nome é Keila, tenho 32 anos, sou paraplégica, e já faz 15 anos que eu estou numa cadeira de rodas. Desde cedo, começei a trabalhar. Quando eu tinha 16 anos, fui assaltada na padaria em que eu trabalhava, me pegaram como refém, fui atingida nas costas, no nível t5. Pensei que o mundo tinha acabado pra mim, mas graças a Deus não. Hoje, eu tenho um filho, trabalho numa associação de deficientes, e fico muito feliz em poder ajudar outras pessoas.
Vou contar um pouco da minha história. Nasci perfeita, como meus pais diziam: linda e loura, mas, quando completei um ano de idade, foi acometida por uma doença conhecida como poliomielite. Na época, nao havia vacina para a doença, minhas pernas foram perdendo força e, aos poucos, nao podia mais esticá-las.
Tenho 32 anos, sou cadeirante, tenho uma filha de 4 anos e sou casada. Minha deficiência é distrofia muscular. Não tenho preconceito, não reclamo, pois esta fase já passou, sou feliz, vou à praia, vou às festas e sou muito vaidosa. Ficar chorando não adianta. Temos que viver cada minuto e sermos felizes! A deficiência não impede ninguém de ser feliz, as pessoas falam de superação, não devemos lamentar porque precisamos dos outros. Superação é amar quem te odeia, é sorrir mesmo quando se tem vontade de chorar.
Sou Rosa Maria Feijó e tenho 55 anos. Resido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Sou Bibliotecária, servidora federal por 22 anos da Universidade Federal de Santa Maria, e fui aposentada por invalidez desde o ano de 2006. Sofri um erro médico que causou uma lesão medular. Após 7 anos de fisioterapia, recuperei os movimentos, mas caminho com ajuda de terceiros.
Imaginem uma bailarina na flor da idade, no auge da sua carreira e com a vida toda no eixo. Sim, era essa a minha vida! Mas, por conta de um AVC decorrente de uma má formação, me deixou sem falar, andar, respirar e fazer as atitudes mais básicas.
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