Educação inclusiva: a favor ou contra?

O Ministério da Educação (MEC) defende o fechamento das instituições de educação especial e a consequente inclusão de todos os alunos no ensino regular. As opiniões são muito variadas. Muitos são contra educar crianças com e sem deficiência numa mesma escola. Muitos são favoráveis. Dê sua opinião. E você, é a favor ou contra? Conte sua história.

Responder ao tópico

  • 03/04/13 às 14h30
  • Por: Mariana Fuzaro

Deviam permanecer as duas alternativas.

Existam alguns casos de crianças deficientes que tiveram a sorte de encontrar profissionais competentes que souberam integrá-las à classe.

Mas isso nem sempre é possível, até por causa da realidade da educação no país.

Eu mesma sou formada em Letras, mas a partir do primeiro dia de estágio já vi que aquilo não era para mim. Tanto é que nunca exerci a profissão. Eles te "soltam" no meio de 50 alunos incontroláveis. Você não pode discipliná-los em hipótese alguma... tem que ser tudo na base do "diálogo"... e eles não estão nem aí para diálogo. E você tem que se virar. Tem que dar aula em duas classes ao mesmo tempo, correndo de uma para a outra, porque faltam professores. Isso porque eram classes só com crianças "normais".

Agora imagine lidar com uma classe assim + uma criança com deficiência.
Nunca recebi qualquer treinamento para lidar com deficiências. E, sendo eu mesma deficiente (Síndrome de Asperger) sei bem o que acontece com uma criança com deficiência, numa classe onde professores revoltados da vida, mal-pagos, que trabalham três turnos para pagar as contas. Sempre sofri terríveis abusos dentro de casa: minha mãe pensava que eu era má, que eu tinha o diabo no corpo, porque quase não tinha expressões faciais, e não conseguia me socializar, sintoma da própria deficiência. Me batia, humilhava, me abandonou emocionalmente e sempre me ameaçava me abandonar quando eu "passasse dos limites". E "passar dos limites" era ter medo, chorar, não conseguir fazer algo que os outros faziam. Cresci com medo. Quando entrei na escola passei a apanhar dos colegas também. E os adultos diziam que a culpa era minha, porque eu "não me socializava". Só fui diagnosticada aos 26 anos (recentemente). E só agora seu qual é o meu problema e como contorna-lo. Antes eu vivia com medo, pois sabia que, cedo ou tarde, faria algo errado, sem sequer saber o que estava fazendo... tribunal kafkaniano. Hoje além das dificuldades inerentes da síndrome tenho que lidar com depressão crônica e PTSD.

Não adianta esperar que o governo vá providenciar profissionais adequados mesmo que reclamem. A desculpa é sempre a mesma: "não há verbas" e "já estamos providenciando" (acho que demora anos para providenciar...). Então acho que deviam haver as duas alternativas.

Responder o post 7049

  • 05/02/13 às 20h15
  • Por: anônima indignada com a situação que vive...

Sou à favor a inclusão social sim,desde que o governo federal proporcione capacitação aos professores e educadores em geral,de nada adianta jogar as crianças especiais dentro das escolas só para fazer de conta que funciona,existem muitos profissionais dispostos a fazer a diferença,mas tbm existe um monte de picareta (diretor fazendo de conta).

Responder o post 6470

  • 24/03/13 às 13h45
  • Por: Célio

Que tipo de inclusão estão falando? Tudo é inclusão. Agora me diga um aluno que está estudando em uma escola especial ele não é incluso? Como assim? Porque essa tal de inclusão só é inclusão se for no ensino comum? Eu sou a favor desde que seja respeitado e olhado a necessidade do aluno imagino eu colocando um aluno totalmente comprometido no ensino comum como vão trabalhar com ele? Não se tem capacitação para dar atenção aos alunos digamos normais e para um especial totalmente comprometido, eles tem que ter sim uma escola especial só assim eles tem atenção e são valorizados esse negócio de como vão viver depois na sociedade é tudo balela, se são totalmente comprometido não tem noção de sociedade tem que se trabalhar com eles a sia necessidade conforme a sua deficiencia. Sorte ainda que temos educadores que pensam no aluno e não naquilo que a politicagem mostra na midia.

Responder o post 7001

  • 11/10/12 às 18h45
  • Por: Keila

Sou contra "inclusão" dos alunos dificuldades na rede comum sim!
Na verdade qrer faze-los igual aos alunos ditos"normais", isso sim é exclusao, NA escola especial eles tem o tratamento todo voltado as suas especificidades, o trabalho é completamente diferente da rede comum.
E esses alunos na rede comum se sentiriam mais deslocados e oprimidos, por ver que os colegas aprendem os conteudos e eles nao sao capazes de aprender.
Alem de q os alunos da rede comum ainda nao estao preparados para inclusao, e nao temos condições de dar atenção diferenciada para uma criança especial numa sala c com outras 40 criançes sadias, dai voc pod me dizer q la ele tera um profissional apenas para ele... ta edai??! isso vai mudar em q a dificuldade dele??! ele vai consegui aprende coisas abstratas q nao fazem o minimo significado para o mundo dele??! com certeza na rede comum esses alunos serao discriminados, sendo q na Educação Especial, ele é valorizado pelo que ele é, cada coisa simples q ele aprende ja é uma conquista p ele e p nós educadores.
Lembrando bm q nas Apaes nao tem crianças apenas com surdez, cegueira ou deficiencia fisica, os educandos q frequentam essas escolas, tem deficiencias intelectuais,aprendem de forma mais vagarosa, e sem conta que tem aqueles alunos q nao podem nem se mecher....
Ah gente, por favor ne, vemos na escola e na comunidade discriminacao por coisas inacreditaveis tipo, cor, religiao, ideias..... acha q nao é possivel poupar nossas criancas especiais desses constrangimentos??!
Acho q qm é tao a favor da inclusão de todos alunos(é claro q tem alguns alunos especias q nao encontrarao tanta dificuldades na rede comum), deveria conhecer um pouco melhor tanto a rede comum como a especial, trabalhar realmente com amor e se colocando no lugar do aluno, vendo o q realmente é melhor p ele, e nao o q a sociedade ou a midia prega.

Responder o post 5976

  • 03/04/13 às 14h45
  • Por: Mariana Fuzaro

É a mais pura verdade. Numa escola especial há professores especializados para lidar com as necessidades especiais. Fora isso, as outras crianças têm problemas semelhantes, e por isso não rejeitam umas às outras. Esse negócio de "inclusão" na verdade nada mais é do que cortar as verbas destinadas à educação especial e largar essas crianças sem professores adequados, sem as adaptações que precisam, para serem saco de pancadas dos colegas.

Pense numa classe especial para crianças deficientes auditivas. Todas na mesma classe. Haverá um professor de LIBRAS atendendo a todas.

Agora pense em uma criança deficiente auditiva em cada classe "normal". Não há professores nem para as crianças "normais", imagine então colocar um professor de LIBRAS em cada classe para atender UMA criança deficiente auditiva. Idéia ridícula, considerando a realidade do nosso país.

Sei que há casos de sucesso, principalmente quando se trata de escolas para crianças ricas, que têm tratamento adequado e todos os recursos, pais instruídos para lutar por seus direitos, e um lar estável.

O que eu estou cansada de ver é criança deficiente sendo maltratada em casa porque os país ou não sabem lidar com o problema, ou não tem recursos, ou não têm condições psicológicas, por causa da dureza da vida.

Responder o post 7051

  • 17/05/12 às 00h30
  • Por: Mayumi

Boa noite
A inclusão é um tema polêmico, sobre ser contra ou a favor, isso é muito relativo. Há crianças que possuem condições de estudar em escolas regulares, mas elas necessitam de uma atenção a mais, pois seu ritmo é diferenciado das demais, geralmente ele é mais lento assim como seu mecanismo de aprendizagem, então é muito importânte que haja o contra turno para trabalhar seu potencial e sua dificuldade e isso a escola especial faz muito bem. Também há casos de crianças que não possuem condições de para frequentar uma escolar regular, como casos de crianças que possuem retardo mental grave ou paralisia cerebral severo, autista que seja do tipo severo, entre outros, então essas crianças precisam um meio diferenciado de ensino, o que o regular geralmente não oferece, no ensino especial, irá se verificar a melhor maneira para se trabalhar assim como o que dá para ser trabalhado até o momento, tem vezes que o foco é atividades cotidianas, como calçar o sapato ou pentear os cabelos. Na minha visão, a educação especial visa que o aluno futuramente consiga ter autonomia, ser independente, não importa se ele consiga ler ou saiba fazer contas de matemática. Obrigada.

Responder o post 5180

  • 17/09/12 às 23h30
  • Por: educadora

trabaho na educacao e sou deficiente auditival parcial, uso aparelho,sei bem os dois lados, cada caso tem que ser visto com suas especificidades...da mesma forma que para se candidatar em algum concurso publico, para trabalhar, tem que : (a deficiencia ser compativel com as atribuicoes do cargo) para ser inserido na educacao regular o PDE, deve ser compativel com a serie e idade cronologica aproximada, senao a intencao de inclusao coopera para a exclusao... no caso de surdez, a linguagem de sinais Libras, deveria ser materia de ensino obrigatorio a todos os alunos, pois do contrario de novo a exclusao, pois se interagia apenas com alguns e nao com todos...

Responder o post 5840

  • 28/04/12 às 23h00
  • Por: Ronilza

Sou contra, pois colocaram todo essa respossabilidade para as escolas públicas e não dão nem um tipo de suporte para que isso aconteça de fato e de direito.Os professores não estão preparados e ficam perdidos quando estão com aluno na sala de aula,ficam sem saber o que fazer!

Responder o post 5081

  • 02/05/12 às 09h15
  • Por: Joana Bittencourt

Ronilza, então, você não é contra a educação inclusiva. Você é contra os professores e as escolas não estarem preparados para receber os alunos

Responder o post 5085

  • 06/05/11 às 21h00
  • Por: jorge moraes ermida

Sou totalmente contra,em se tratando da parte pedagogica afim de passar um ensino e aprendizagem ou qualquer tipo de coteudo ao aluno, com algum tipo de necessidade especial. Todavia tenho uma visão favoravel a educação inclusiva em que tange, a parte social do aluno com necessidades especiais. A participação em seu cotidiano com crianças sem necessidades especiais, com certeza trará
um inclusão bem mais participativa para essas especiais dentro da nossa sociedade. Acredito, que não podemos mascarar uma realidade, que em minha opinião ocorre a muito tempo. Desde 1950 a educação se posiciona de uma forma retraida, estamos em 2011 e são poucos os profissionais de educação capacitados para área da educação especial. Penso que os governos passados e o atual são os grandes resposaveis por esta fragilidade em nossa educação. A educação clama por socorrooooooooo!!!!!

Responder o post 3276

  • 20/05/11 às 17h45
  • Por: Celene Chrispim de Souza Teixeira

Há casos e casos. Para haver inclusão há que existir uma preparação. Que inclusão é essa que joga um aluno surdo numa turma regular e depois ele tem que correr atrás do prejuízo na sala de recursos? TE os autistas? ELES PRECISAM DA CLASSE ESPECIAL. E os alunos com deficiências múltiplas das escolas especiais? Que precisam ser carregados e alimentados na boca muitas vezes? É fácil falar em inclusão.Difícil é agir. Sou professora do município e trabalhei a dois anos numa turma regular que tinha um aluno com paralisia cerebral incluso. Ano retrasado trabalhei com uma turma só de autistas. Foi uma experiência ótima. Consegui muitos progressos dentro da capacidade de cada um.

Responder o post 3353

  • 26/05/11 às 10h15
  • Por: Jorge Moraes Ermida

Temos que atentar, para o fato que estamos tratando de um contexto de grande complexidade. Não abrange somente uma ou duas forma de crianças e jovens com uma deficiência específica que podemos ter uma maior facilidade no codidiano. Afim de poder passar um conteúdo, que possibilite a sua compreensão. Temos que abraçar casos mas graves,como os alunos com falta de psicomotrocidades, mogolismo,retardamento mental leve e grave. Temos como realizar a inclusão desses ? Claro que sim. Todavia de uma forma diferênciada. Os supracitados necessitam de uma inclusão social, não vamos ser superficiais com eles também. Isto seria uma grande covardia, basta de maquiar a educação inclusiva.O ensino e aprendizagem desses alunos deve ser específico para eles. Basta de hipocresia!!!!!!!!!!! DEUS abençoe.

Responder o post 3376

  • 22/06/10 às 08h45
  • Por: José Antonio Bove

Sim, todos devem participar da mesma classe. Porém, como tudo na vida tem sua excessão, a depender do comprometimento, da especificidade da deficiência, é necessário um acompanhamento mais próximo, mais recursos didáticos. Mesmo assim, devem todos estarem juntos!

Responder o post 1328

  • 19/06/10 às 23h30
  • Por: Márcia

Quando frequentava a escola, não havia "o cuidado" com a acessibilidade que hoje começa a acontecer, mas para que a "inclusão" ocorra de fato, sem hipocrisias, um longo caminho ainda precisa ser percorrido. Para mim, a escola inclusiva só será uma realidade, quando os professores, a sociedade e os familiares abrirem os seus corações, respeitando sinceramente as diferenças, e da parte dos deficientes, esses devem sim exigir os seus direitos, fazendo por merecê-los, sem que para isso necessitem se colocar na posição de eternas vítimas. Diante do exposto, sou a favor da educação que ensine a promover a inclusão.

Responder o post 1323

  • 26/05/10 às 20h15
  • Por: Amauri Nolasco Sanches Junior

Séria sim, palhaçada não

Responder o post 1144

  • 03/04/10 às 22h30
  • Por: Penha Scan

A inclusão é bem vinda, entretanto devemos aderir com muita responsabilidade, pois o aluno com necessidades especiais varia de pessoa para pessoa e isto o governo não está observando. Está simplesmente incluindo sem a preocupação com o individual. Os professores por sua vez precisam estar preparados para receber estes alunos que estão sendo matriculados nas escolas, levando em consideração as múltiplas necessidades.

Responder o post 694

  • 29/03/10 às 11h15
  • Por: Karinne Melo Santiago

Eu sou a favor da inclusão. No entanto, devemos estar atentos se os professores que irão trabalhar com tal demanda, se sentem preparados para tanto. Inclusão não é só colocar os alunos com deficiência em salas regulares. É necessário capacitação de toda uma equipe, caso contrário, estaremos brincando de incluir...Incluir com responsabilidade e solidez...isto, sim!

Responder o post 649

  • 05/06/11 às 00h00
  • Por: ELIENE CARVALHO

SOU TOTALMENTE CONTRA

Responder o post 3431

  • 21/03/10 às 17h00
  • Por: Luísa N.

Claro que sou a favor! Todas as crianças devem conviver umas com as outras, independente se têm ou não alguma deficiência. Afinal, "ser diferente é normal", não é?

Olha, gostei tanto desse site que gostaria de divulgá-lo em meu blog. O link é: http://multivias.blogspot.com
Olhem e me digam como posso fazer. Há um banner?
Um carinhoso abraço em cada um de vocês!
Luísa N.

Responder o post 575

  • 21/03/10 às 00h30
  • Por: sonia maria prezia carneiro

Depende do que se entende por inclusão. Se estivermos falando de deficiência, para haver incluão de fato, é preciso que se reconheça, respeite e considere a deficiencia, e ofereça a educação que realmente atenda as suas possibilidades e favoreça seu crescimento e sua auto estima que as vezes so pode ocorrer em ambientes adequados com numero minimo de alunos.
Não se pode criar uma discussão a partir de uma premissa inquestionavel,ou seja, a Inclusão.
Esta palavra tem uma amplitude que exige que se defina o que se pretende discutir: social? educacional? de crianças com dificuldade de aprendizagem? excluídos culturais?
Deficiencia por sua vez é um conceito complexo e amplo, não se pode simplifica-lo se, de fato, se deseja atende-lo.

Responder o post 574

  • 19/03/10 às 16h15
  • Por: Mara Beatriz

Educação inclusiva já!!!! Meu irmão tem uma audição parcial (um ouvido praticamente zero e o outro uns 60%) é dependente de aparelhinho, foi alfabetizado antes de ir para a escola pelos meus pais, sempre frenquentou colégios normais tendo nesses um rendimento excelente, é formado, é casado e tem uma filha linda de 21 anos.

Responder o post 569

  • 19/03/10 às 14h30
  • Por: Camila Sartorelli

Gente, essa pergunta nem devia ser feita rsrsrs Todo mundo tem que ser a favor (sei que INFELIZMENTE não é assim)... Mas as crianças e adolescentes precisam conviver com a diferença.
E se o deficiente estudar em uma escola especial, como que ele vai viver essas diferenças no futuro??
Sou totalmente a favor da inclusão...

Responder o post 566

  • 06/09/11 às 09h45
  • Por: roseilde borges

sou a favor da inclusão mas com responsabilidade.como foi feito aqui no paraná.parabéns para o nosso estado.

Responder o post 3937

  • 04/06/11 às 23h30
  • Por: ELIENE CARVALHO

Não sou afavor tenho uma filha especial sou pobre, minha filha não tem tratamento igual as pessoa q tem dinheiro, escolas para acompanhar pessoas deficiente e especias tem q ter capacitação, e isso infelizmente nosso educação não faz com os nosso professores, pra mim o governo não quer mas gastar com os especiais pq eles não tem rendimento e não vota, pra q os politicos querem pessoas como nossos filhos em escola q se gasta dinheiro se os politicos não tem seu precioso voto, por isso inventarão essa tal de inclusão so para se livra de despesas com pessoas q eles jamais terão seu voto

Responder o post 3429

  • 03/04/13 às 14h30
  • Por: Mariana Fuzaro

Na verdade a maioria dos deficientes não tem renda e não dá voto porque não tiveram oportunidades. Se fossem tratados de forma adequada, poderiam compensar suas deficiências e entrar no mercado de trabalho. Mas é ingênuo achar que isso vai acontecer no Brasil... pelo menos por enquanto.

Responder o post 7050

©2014 Espiral Interativa. O conteúdo produzido por colunistas e blogueiros, bem como os comentários de leitores publicados no Vida Mais Livre, não refletem a opinião da redação do portal.