Educação inclusiva é prioridade para alunos com deficiência

Os alunos com deficiência recebem uma atenção redobrada nas escolas estaduais do Pará.

Publicada em 23 de maio de 2012 - 11:15

Diversos lápis de cor empilhados

Dados da Secretaria de Estado de Educação (Seduc)Site externo., do Pará, mostram que existem, atualmente, mais de 11 mil alunos com deficiências matriculados na rede pública de ensino e 360 escolas equipadas com recursos multifuncionais, além de 1.400 professores capacitados a trabalhar com a Educação Especial.

A matrícula desses alunos é contínua e pode ser feita em qualquer período do ano. Até o final de 2012 a Seduc estima que cerca de 25 mil alunos com deficiências estejam devidamente inseridos na rede. “O aluno com deficiência deverá fazer duas matriculas, uma que lhe dará direito a assistir aulas na escola regular e outra que lhe possibilitará frequentar, no contraturno escolar, as salas de aulas equipadas com recursos multifuncionais”, explicou Heloísa Brito, coordenadora de Educação Especial da Seduc (COEES). Segundo ela, outras 360 escolas estaduais estão em processo de ampliação e sendo equipadas para atender melhor a demanda desse público no Pará.

A coordenadora destaca que é importante assegurar para esses alunos que frequentem a mesma sala de aula dos outros estudantes, mas é iguamente essencial que no contraturno escolar eles tenham acesso à atividades voltadas para cada tipo de deficiência. A educação inclusiva da Seduc atende pessoas com deficiências auditivas, visuais, físicas, intelectuais e múltiplas, além de alunos com autismo e com altas habilidades, os chamados superdotados. Para atender alunos com dislexia e hiperatividade, a COEES criou o Núcleo de Transtornos Globais do Desenvolvimento (NATEE). O serviço funciona na Escola Jarbas Passarinho, onde profissionais qualificados fazem a avaliação educacional dos alunos.

Habilidades – Os jovens Bruno Franco e Elisomar Felipe Monteiro estão no grupo dos alunos que possuem altas habilidades. Os dois tem uma capacidade especial voltada para a área de desenho e música. Gostam de compor letras de música, escrever livros e montar histórias em quadrinhos. Eles são alunos regulares da Seduc e no contraturno escolar participam de aulas de arte visuais, onde aprendem a aprimorar suas habilidades. “Depois que comecei a frequentar as aulas de arte visuais minha vida melhorou muito. Eu passei a ter foco, ter concentração e o melhor de tudo foi que os meus desenhos ficaram muito melhores, parece coisa de profissional”, disse Elisomar.

O atendimento ao aluno com altas habilidades no Estado foi implantado em 1976, após a aprovação pelo Centro Nacional de Educação Especial (CENESP). A partir de 1981, os resultados obtidos com essa experiência serviram de fundamentação para a implantação definitiva do programa que era oferecido através de salas de recursos, na Escola Estadual Vilhena Alves. Atualmente, o atendimento estende-se à Região Metropolitana de Belém e aos demais municípios paraenses.

Fonte: http://www.agenciapara.com.br/Site externo.

 

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