A dificuldade da pessoa com deficiência física para andar por algumas ruas do Centro de Sorocaba (SP)
continua. O problema já foi mostrado há pouco mais de um mês no TEM Notícias. Os obstáculos, como contêineres de lixo, impediam a passagem de pessoas deficientes visuais pelas faixas especiais.
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Nesta semana, uma equipe de reportagem voltou ao local e constatou que o problema permanece. Sacos de lixo e até tapumes de obras avançam sobre o piso tátil, impedindo a passagem de pessoas com deficiência visual.
Este foi um dos pontos mais críticos mostrados na reportagem anterior. O piso tátil seguia em direção ao bicicletário. Só depois da reclamação é que foi feito um desvio. Na Rua Barão do Rio Branco, o deficiente físico também encontra dificuldade por causa dos contêineres.
Na época em que a primeira reportagem foi exibida, a Prefeitura havia respondido que pediu a empresa responsável pela coleta, que fizesse a retirada dos contêineres desses pontos, mas como constatado, isso não ocorreu - há vários contêineres em cima do piso especial.
Na Rua 15 de Novembro, onde também existiam problemas, tudo está igual. O piso, que está quebrado em alguns pontos, fica ao lado de tapumes de madeira, que invadiram a calçada. Na época, a Secretaria de Obras e Infraestrutura Urbana havia informado que o piso colocado no ano passado, tem cinco anos de garantia e que iria comunicar a empresa responsável para a substituição das peças, mas quem anda por ali afirma não ter visto mudanças.
Por meio de uma nota, a Secretaria de Obras e Infraestrutura Urbana informou que comunicará novamente as empresas responsáveis para que providenciem a substituição dos pisos com eventuais problemas. Com relação aos contêineres, a orientação dada à empresa é que, após a coleta de lixo, os mesmos sejam colocados em locais onde não atrapalhem a acessibilidade.
A Secretaria de Obras ainda explica que não há como fiscalizar permanentemente a disposição dos 45 mil contêineres disponibilizados em diversos bairros da cidade, por isso, solicita aos moradores para que colaborem e mantenham os mesmos nos locais onde se encontram dispostos, sem atrapalhar a passagem de pedestre e os pontos de acessibilidade.
Em relação à questão dos tapumes em obras, o setor de fiscalização informa que o Código de Obras de Sorocaba (Lei nº 1.437, de 1966) determina que apenas 50% da largura das calçadas sejam ocupadas por esses obstáculos.
Caso haja necessidade de ocupação de um espaço maior, o responsável pela obra deve obter autorização da Urbes – Trânsito e Transportes para avançar além do passeio público e, neste caso, deve providenciar a sinalização do trecho mediante a utilização de cones e outros dispositivos para garantir a segurança do pedestre.





Comentários
Enviado em 11/07/12 às 19h17
Júnie Borges (junieborges@ufmg.br):
Sorocaba, pelo que se tem notícia, é uma das poucas cidades do Brasil que se preocupa com acessibilidade e isso também deveria ser divulgado, para servir de exemplo a outras cidades (e suas populações), que não estão nem um pouco preocupadas com a inclusão de pessoas com deficiência.