Peça no DF mostra saga de família em busca de inclusão para filha surda

Foto de um símbolo que representa a cultura em fundo azul
Compartilhe:

O Complexo Cultural Funarte recebe nesta segunda-feira (27) a peça 'As mãos que rompem o silêncio', que narra a jornada de um casal do interior em busca de inclusão para a filha com deficiência auditiva. Com dificuldades para interagir e educar a menina, eles sequer imaginavam a existência da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Assim, a família parte para Brasília, em busca de educação e do exercício da cidadania plena para a jovem.

"Nunca se sabe quando vai surgir um filho surdo na família", afirma a protagonista Raquel Portela, que fora dos palcos é professora de educação física e trabalha com o condicionamento dos atletas da Federação Desportiva dos Surdos. Ela tem 23 anos e é surda, como a personagem.

Nas duas primeiras cenas da trama, um tradutor passa para o português os diálogos em Libras, assim como traduz para a língua de sinais o que é dito em português. "Depois, a tradução se incorpora ao espetáculo, faz parte dele", explica o diretor, Thomaz Coelho.

Dentro da proposta, atores de misturam ao público em uma tentativa de transformar o teatro em uma grande classe. Assim, a audiência tem uma verdadeira aula sobre as origens da comunicação por sinais, desde a época do Império, no século XIX, de como funciona a Libras e de que forma ela muda para melhor o cotidiano dos deficientes auditivos.

O enredo também tem um caráter de serviço, ao explicar como funciona a Central de Interpretação de Libras, que disponibiliza tradutores para auxiliar no atendimento presencial e on-line de deficientes auditivos em órgãos públicos. O espetáculo é resultado de uma parceria entre o Instituto Mais Mulher e a Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. A apresentação ocorre às 19h e é gratuita.

Fonte: G1