Espírito Santo recebe primeiro centro de Formação de Instrutores de Cães-Guia do Brasil

Foto de um cão guia
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O primeiro Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia foi inaugurado na última segunda-feira (3), no campus de Alegre, no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). O curso formará treinadores, terá carga horária de 1.520 horas, na modalidade subsequente, e iniciará com 20 vagas e 40 cães a serem treinados.

Para o coordenador-geral de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Desenvolvimento Humano da Presidência da República (SDH/PR), Weberson Santos, esse é o primeiro passo para sanar um dos grandes gargalos que a pessoa com deficiência enfrenta. “Mas não para por ai: vamos trabalhar para que o Brasil seja referencial internacional nesse segmento”.

"Ter um cão-guia é a expectativa de muitas pessoas com cegueira ou baixa visão, mas quando os custos para manter o animal são apresentados, geralmente, elas desistem", lembra a diretora-Geral do Instituto, Valdete Tannure. “O custo para manter o animal gira em torno de R$ 30 mil/ano, o que é inviável para muita gente”.

Formação

Os alunos vão adquirir conhecimentos nas áreas de anatomia, fisiologia, comportamento e bem-estar animal, além de aprender técnicas de criação e manejo desses animais. Eles também serão capacitados para selecionar os cães que serão treinados e acompanhar as famílias e duplas formadas, entre outras competências. Depois da conclusão do curso, poderão atuar em centros de treinamento, em instituições de prestação de serviços às pessoas com deficiência, ou ainda como autônomos.

Família socializadora

As famílias socializadoras são voluntários que darão apoio ao curso técnico, acolhendo em suas casas, durante o período de um ano, cães que serão treinados pelos alunos e, posteriormente, doados a pessoas com cegueira ou baixa visão.

As famílias são fundamentais na primeira etapa do processo de preparação dos animais. Isso porque elas atuarão na socialização dos cães, adaptando a uma rotina e levando-os a todos os lugares possíveis para que se acostumem com o convívio social. Para isso, contarão com apoio de veterinário, psicólogo, treinador de cães-guia, aluno do curso, dentre outros, além de alimentação gratuita para o cão.

Fonte: Folha Vitória