Cadeirantes reclamam da falta de uso de elevador em aeronaves

Simbolo de cadeirante sobre fundo azul
Compartilhe:

O modo de embarque e desembarque dos cadeirantes em aviões no Aeroporto de Presidente Prudente tem gerado reclamações na Coordenadoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Isso porque, ao invés de ser usado um equipamento especifico para a locomoção, estes passageiros são colocados e carregados por uma escada. Essa prática não é proibida, mas desagrada aqueles que necessitam dessa opção.

No dia 25 de outubro, durante a inauguração de um voo, a equipe do SPTV flagrou imagens de uma mulher sendo carregada em uma cadeira de rodas, enquanto o aparelho adequado permanecia parado, o que chama a atenção dos usuários do terminal.

O aeroporto de Presidente Prudente possui o ambulift – aparelho específico que proporciona maior agilidade e segurança às pessoas com baixa mobilidade ou alguma deficiência – desde 2013, ano em que foi entregue. Na época, cerca de 60 embarques e desembarques eram feitos por mês, porém, atualmente esse número caiu para cinco.

Diante disso, a Coordenadoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência tem recebido reclamações sobre o modo de transporte dos cadeirantes, de acordo com o coordenador do órgão, Douglas Kato.
“Se nós temos o equipamento que não é barato, o equipamento que nos traz segurança toda, por que não utilizá-lo e deixar de usar um equipamento de qualidade inferior?”, questionou Kato.
Ele informou que já encaminhou um pedido de explicações a uma companhia aérea, mas ainda não recebeu resposta da mesma. O coordenador ainda afirmou que já testou este equipamento, o ambulift que custa quase R$ 300 mil, e que ele é mais seguro e confortável.

“Se está no aeroporto a disposição por conta de uma ação do governo do Estado, pode sim ser exigido que seja usado esse equipamento”, explicou Kato.
Em nota, o Departamento Aeroviário do Estado (Daesp) disse que o equipamento está em perfeito funcionamento, mas o passageiro deve solicitar o ambulift à companhia aérea, que vai pedir para o Daesp. Já a Gol, que fez o primeiro embarque mostrado na reportagem do SPTV, esclareceu que foi usado um outro equipamento que também é seguro e apropriado. Já a Azul, responsável pelo desembarque mostrado na matéria, disse que o cliente optou por usar as escadas e toda a assistência necessária foi prestada.

Fonte: G1