Aplicativo traduzirá termos legislativos na Língua Brasileira de Sinais

Ícone que representa um smartphone, em fundo verde
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A Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MP) assinou, no último dia 18, acordo de cooperação técnica para a produção de termos legislativos que serão inseridos no aplicativo do dicionário de sinais da ferramenta Suite VLibras. A decisão, que tem a participação da Câmara dos Deputados, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da STI, tem o objetivo de ampliar a inclusão de pessoas com deficiência auditiva no mundo virtual.

“O VLibras é uma ferramenta de inclusão digital e, por meio do acordo, o dicionário que faz parte da ferramenta, uma vez expandido, mais pessoas acessem o conteúdo da Câmara dos Deputados, no Senado, nos órgãos do governo que trabalham com processos legislativos”, disse o secretário de Tecnologia da Informação, Cristiano Heckert.

“Com esta parceria, vamos expandir o conteúdo, e consequentemente, aumentar o alcance da informação, fazer com que assuntos de cunho político legislativo cheguem a mais e mais pessoas, promovendo tanto a inclusão, como o poder de participação social e cidadania”, completou o secretário.

A evolução do dicionário com termos legislativos promove inclusão para uma parcela significativa da população brasileira e mundial, os surdos. Segundo o censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, existem, no Brasil, cerca de 9,5 milhões de pessoas com algum nível de deficiência auditiva, o que representa cerca de 5,1% da população brasileira (IBGE 2010).

O tradutor Libras em Software Livre (VLibras) nas versões desktop, mobile e plugins navegadores (Firefox e Chrome) já está disponível para download. O conjunto de aplicativos faz a tradução de conteúdos digitais em diversos formatos como texto, áudio e vídeo para Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

Projeto

Tiago Maritan, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPB), contou que a ideia do projeto partiu de experiência em sala, do contato direto com uma estudante com deficiência auditiva: “A nossa inspiração veio da aluna Hosana, com problemas de audição e, devido a isso, nós não conseguíamos nos comunicar com ela. Então, quebramos a cabeça para encontrar uma solução para resolver este problema”, disse.

A experiência virou objeto de estudo no Núcleo de Pesquisa e Extensão do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID) da UFPB, e, nos últimos anos, vem se expandindo por meio de acordo com o MP que já investiu cerca de R$1,6 milhões no projeto, beneficiando cada vez mais pessoas com problemas de surdez.

As pesquisas desenvolvidas pelo LAVID são realizadas em parceria com outras universidades e institutos de pesquisa. Por ser um laboratório ativo na área de desenvolvimento, recebe também financiamento de instituições parceiras como a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e agora a Câmara dos Deputados.

O projeto VLibras irá permitir que colaboradores possam participar do processo de desenvolvimento das ferramentas, seja por meio da adição de novos sinais, edição dos sinais existentes ou de todo o conjunto da Suite VLibras, tornando o desenvolvimento mais produtivo. Todas as ferramentas são de código aberto e estão disponíveis no Portal do Software Público.

Para saber mais, acesse: http://vlibras.gov.br/

Fonte: Paraíba Total