Lei Olímpica defende mais ingressos para pessoas com deficiência

O texto defende aumento de três vezes no número de ingressos reservados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, além de exigir mudanças em sedes dos Jogos Olímpicos

Foto da fachada do Centro Olímpico de Tênis, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro
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Sancionada no último dia 11, a Lei Olímpica vai exigir uma adequação em todas as arenas que receberão eventos dos Jogos Rio 2016. Com base na Lei Geral da Copa, que disciplinou a organização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, o texto muda as regras das vendas de ingressos para o evento, aumentando o número de bilhetes disponíveis para deficientes e pessoas com mobilidade reduzida.

Anteriormente, eram reservados 1% dos assentos para pessoas com deficiência e outros 1% para pessoas com mobilidade reduzida. O deputado Índio da Costa (PSD-RJ), relator do projeto, alterou os números. A nova versão resguarda 4% das cadeiras para pessoas com deficiência e 2% para quem tem mobilidade reduzida. Ou seja, aumentando em três vezes o número de bilhetes disponíveis, em um total de cerca de 450 mil ingressos. Pela legislação, os lugares devem ser disponibilizados em todos os setores das arenas, com boa visualização do evento.

Diretor de Comunicação do Comitê Rio 2016, Mario Andrada afirmou que a entidade não está preocupada com as mudanças. Segundo ele, há tempo hábil para as adequações nas arenas olímpicas. “Lei é lei, o comitê vai ter que cumprir. A gente vai adaptar a lei à nossa realidade. É muito cedo para discutir. O sistema está funcionando bem. Vamos acompanhar.”

O Comitê Organizador Rio 2016, que está fazendo um estudo de demanda, trabalha com a possibilidade de não atingir nem os 2% de ingressos anteriormente reservados para deficientes e pessoas com mobilidade reduzida. Depois da avaliação, os organizadores pretendem conversar com o Governo para uma possível adequação. “Essas leis são negociáveis. A gente sabia que o governo tinha essa intenção, mas trabalhamos com o eles para que isso fosse negociável – afirmou.”

Por João Gabriel Rodrigues
Fonte: Globo Esporte