Encontro nacional de leitura inclusiva acontece em SP

Com incentivo da Fundação Dorina, a rede de leitura inclusiva abrange todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal com profissionais que promovem a leitura e inclusão de pessoas com deficiência

Um livro de ficção em uma mesa, ao lado da obra na versão em braile
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O projeto Rede de Leitura Inclusiva nasceu em 2013, com incentivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Com três anos de existência, o conceito do trabalho em rede voltado à leitura inclusiva está ativo, em todos os Estados Brasileiros, além do Distrito Federal. E para celebrar a iniciativa, ocorre o I Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva, de 14 a 16 de junho, em São Paulo.

Na ocasião, participarão representantes de Grupos de Trabalho (GTs) com atuação por Estado, com o objetivo de maior integração. Os participantes são profissionais da leitura, como educadores, mediadores de leitura, governos, agentes de bibliotecas e organizações sociais de todo o País.

Os convidados serão estimulados a elaborar um plano de ação em rede para fortalecer as iniciativas que já existem além de criar novas. As ações têm como tema o livro, a leitura e a biblioteca sob a perspectiva da inclusão das pessoas com deficiência.

“Este encontro mostra a maturidade da Rede Nacional de Leitura Inclusiva e reforça o interesse cada vez maior de profissionais interessados na prática da inclusão por meio da educação, leitura e acesso à informação”, afirma Ana Paula Silva, coordenadora do projeto e profissional da Fundação Dorina. “Este encontro irá promover e fortalecer o vínculo entre as principais instituições que atuam na Rede de Leitura Inclusiva, valorizando as iniciativas existentes e emergindo novas ações no âmbito do livro, leitura e bibliotecas, que considerem de maneira verdadeira a inclusão das pessoas com deficiência”.

O trabalho da Rede Nacional de Leitura Inclusiva

A Fundação Dorina deu início ao projeto com palestras e rodas de leitura inclusiva, convidou agentes da leitura de todos os Estados e também promoveu uma Jornada de Leitura Inclusiva em que foram feitas atividades em São Paulo. Para manter o trabalho em rede e que haja disseminação do conhecimento sobre a leitura, são articuladas reuniões em que os participantes conversam sobre os desafios e necessidades, refletem sobre as potencialidades locais e compartilham experiências. Dessa forma, além do planejamento de ações, há vivências práticas por meio de oficinas temáticas que possibilitam a capacitação dos participantes e convidados para lidarem de modo mais interativo com o seu público com deficiência visual e também outras deficiências.

Atualmente, os 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal estão inseridos e 210 instituições em articulação em prol da leitura inclusiva. São 29 grupos de trabalho em atividade e para maior respaldo e diálogo entre eles, há um blog colaborativo “Rede de Leitura Inclusiva – Conectando Todos” (www.redeleiturainclusiva.org.br) onde todos podem postar suas notícias. Este é o resultado para aumentar ainda mais o contato e trabalho realizado para a inclusão e acesso à informação.

Fonte: Assessoria