Instituto procura famílias para abrigarem futuros cães-guia

Interessados devem entrar em contato com o Instituto Magnus para receberem filhotes para adequação antes do treinamento para serem cães-guia

Foto de um filhote de cachorro da raça labrador, sentado na grama, entre folhagens, com olhar atento.
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O Instituto Magnus, está iniciando um trabalho de adestramento de cães-guia, está cadastrando famílias de Sorocaba e região interessadas em abrigar os filhotes antes do início do treinamento. Numa primeira fase do projeto são 32 filhotes, das raças Golden Retriever e Labrador, que buscam um lar temporário, até completarem um ano de vida, quando depois seguirão para receber todos os ensinamentos necessários. Após serem capacitados, os cães serão doados a deficientes visuais.

De acordo com George Harrison, especialista do Instituto Magnus, a infraestrutura que abrigará a administração e o canil está sendo construída em Salto de Pirapora para receber os cães em 2017. Até lá, conforme forem nascendo e sendo selecionados — de acordo com as características necessárias para a atividade –, os cães ficarão na casa das famílias voluntárias a partir dos dois meses de vida. Estas receberão auxílio para compra de ração, medicações e também para promover a educação do animal para o convívio caseiro.

Isso porque o primeiro ano de vida de um futuro cão-guia não é somente de esperar o momento do adestramento, mas de aprender as regras de convivência. “Eles devem aprender que chinelos não são brinquedos e que não pode subir na cama, por exemplo”, explica.

Além disso, a família também deve ter disponibilidade para circular com o cão por diversas situações, como atividades de lazer, viagens, no transporte público, por exemplo. Isso, conta George, é a parte mais difícil do trabalho. “Se está acompanhando o cego, o cão-guia até é bem-vindo. Mas muita gente não entende que o filhote em socialização também precisa entrar nos lugares para aprender”, afirma. Nessa missão, a família voluntária contará com o apoio de documentos, que comprovam a situação, e até coletes que identificam os cachorros como cão-guia em treinamento.

Linhagem e comportamento

George Harrison explica que a escolha dos cachorros que têm perfil para atuar como cães-guia segue uma série de requisitos, que vão desde as características dos pais, genética, até traços de personalidade do filhote, como amabilidade. As raças Golden Retriever e Labrador são as mais comumente utilizadas pelo seu temperamento. “São muito inteligentes e dóceis”, diz. Além disso, essas raças são muito bem recebidas pelas outras pessoas quando entram nos ambientes. “Os primeiros cães-guia que se têm notícia são os pastores alemães. Eles também são aptos, mas passam uma imagem de cão de guarda, que muitas vezes as pessoas não gostam.”

Um dos pontos mais questionados durante a apresentação do projeto, que aconteceu na última terça-feira, num evento da Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc), foi a dificuldade que as famílias podem ter de se desapegar do animal. “É como um filho, que cuidamos e ele segue sua vida. Só que com o cão isso acontece num espaço mais curto de tempo. A satisfação dessas pessoas é saber que esses animais irão mudar completamente a vida de um deficiente visual.”

As famílias interessadas em se cadastrar devem enviar uma mensagem para o e-mail contato@institutomagnus.org. Mais informações: (15) 3491-9025.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul