Prefeitura de São Paulo vai disponibilizar cursos de tecnologia para PCDs

Em parceria com a Dell, a Prefeitura de São Paulo oferece 400 vagas para as aulas EAD, com horários flexíveis de estudo e acompanhamento de tutores

Em fundo azul, há os símbolos das deficiências intelectual, visual, física e auditiva
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Com o intuito de promover a inclusão social e a qualificação dos profissionais com deficiência que residem na capital, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, em parceria com a Dell e a Universidade Estadual do Ceará (UECE), disponibilizará gratuitamente 400 vagas do Curso a Distância (EAD) de Tecnologia da Informação com recursos de acessibilidade.

As aulas de extensão à distância ensinarão o aluno os conceitos básicos para a programação de sistemas na linguagem Java com a metodologia à distância, oferecendo horários de estudo flexíveis e acompanhamento de tutores durante todo o processo, por meio da plataforma Dell Accessible Learning.

“Assim como qualquer cidadão, as pessoas com deficiência são perfeitamente capazes de exercer diversas funções no mercado de trabalho, desde que tenham acesso à educação e a oportunidade para desenvolverem e demonstrarem suas habilidades. Esse curso é uma das maneiras que encontramos para concretizar esta oportunidade”, afirma o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato.

A carga horária é de 190 horas com duração de cinco meses, iniciando em agosto de 2017. Das vagas oferecidas, 20% são reservadas aos funcionários municipais com deficiência, estimulando assim a qualificação dos serviços públicos e o currículo do profissional. O curso apresenta três módulos: Introdução à lógica de programação; Java Básico I e Empreendedorismo e Ética.

A Lei de Cotas (Lei 8.213/91) determina que empresas com 100 funcionários ou mais destinem um percentual que varia de 2% a 5% das vagas de trabalho à pessoas com deficiência. A secretária- adjunta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, Marinalva Cruz, aponta que muitas empresas alegam não cumprir a legislação em razão da falta de mão de obra qualificada: “Isso não é verdade. Existem profissionais qualificados e nós estamos trabalhando para aumentar esse contingente através de iniciativas como esse curso. O que falta, realmente, são recrutadores que voltem seus olhares para as competências de cada um e não para a deficiência”, destaca Marinalva.

Para realizar as inscrições, acesse o site do projeto.

Fonte: Assessoria