UFRJ forma suas primeiras turmas de graduação em Libras

Paralelamente à implantação dos cursos, também foi criado o Departamento de Letras-Libras

Foto de grupo de pessoas sorrindo para retrato dentro de um auditório
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As primeiras turmas de graduação em Licenciatura em Letras-Libras e Bacharelado em Letras-Libras: tradução e interpretação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concluíram o curso na terça-feira, 12 de dezembro. Há quatro anos, os cursos de Letras-Libras foram implantados na Faculdade de Letras da UFRJ sob coordenação da professora Deize Vieira dos Santos, visando dar início contundente à acessibilidade de pessoas surdas ao ensino superior de qualidade.

Paralelamente à implantação dos cursos, também foi criado o Departamento de Letras-Libras, que hoje conta com dezenove professores (seis surdos e treze ouvintes) nas áreas de Libras (Língua e Literatura Surda); Linguística; Estudo da Tradução; Interpretação; Língua Portuguesa; Estudos Literários e Educação de Surdos.

De acordo com Deize Vieira dos Santos, o Curso de Licenciatura em Letras-Libras “possui o objetivo específico de formar professores com sólido conhecimento da Língua Brasileira de Sinais aliado a uma formação pedagógica plena que contemple o conhecimento de metodologias de ensino da Libras como primeira e segunda línguas”. Ela acrescenta que o curso oferece vasto conhecimento de teorias e práticas das áreas dos Estudos Linguísticos e Estudos Literários.

Com objetivos específicos, o Curso Letras-Libras: tradução e interpretação tem objetivo de formar tradutores e intérpretes de Libras-Português com sólidos conhecimentos de teorias e práticas das áreas dos Estudos da Tradução, Interpretação, Estudos Linguísticos e Estudos Literários.

“Ambos os cursos, Licenciatura e Bacharelado, possuem como objetivo geral a formação de um cidadão crítico, comprometido com as transformações sociais e com seu desenvolvimento intelectual, que tome ciência dos problemas da educação de surdos e que possa estabelecer mecanismos para o acesso da comunidade surda ao ensino superior”, afirma a docente.

Segundo ela, a colação de grau dos estudantes “é extremamente oportuna, pois coloca a Universidade Federal do Rio de Janeiro em sintonia com demandas sociais e institucionais prementes e em consonância com as atuais políticas públicas educacionais”.

Fonte: UFRJ