SP acolhe pessoas com deficiência agredidas ou abandonadas

Serviço de proteção social tem 74 endereços, e é coordenado pela secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de S. Paulo

Pessoas com deficiência reunidas na residência inclusiva de Cotia. Estão sorrindo e acenando para a câmera
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Confira a matéria de Luiz Alexandre Souza Ventura, para o blog Vencer Limites, do Estadão:

Pessoas com deficiência (pcds) abandonadas por seus parentes ou que estão em situação familiar fragilizada podem pedir ajuda ao governo de SP. Um projeto criado em 2009, coordenado pela secretaria de Desenvolvimento Social, oferece moradia e orientação a jovens e adultos (mais de 18 anos) com deficiências leves ou moderadas.

“Na ausência ou na fragilidade da relação familiar, cabe ao Estado ofertar uma rede de serviços assistenciais que garanta a proteção social, sobretudo aos mais vulneráveis”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes.

As residências inclusivas, espaços administrados pelo Estado e por 67 municípios, estão presentes em 74 endereços. Cada unidade pode receber até dez pessoas com deficiência e tem uma equipe composta por assistente social, psicólogo, cuidadores, motorista e um coordenador.

A população acolhida pelo projeto recebe todas as refeições, participar de atividades e frequentar as Apaes locais. Em alguns casos, os atendidos também são incluídos no mercado de trabalho.

A Residência Inclusiva do Instituto Pequeno Cotolengo, em Cotia, já está em funcionamento desde o dia 7 deste mês. O espaço é gerenciado pela Congregação Dom Orione com repasse anual de R$ 420 mil pelo Estado. O recurso é usado para pagar contas mensais (como água e luz), além dos salários dos profissionais que trabalham na casa, alimentação e manutenção de produtos básicos para higiene.

Outra unidade em Cotia, também administrada pelo Instituto Pequeno Cotolengo, será aberta no segundo semestre de 2019. A agenda de inaugurações atende exigência do Governo Federal.

Como Acionar

O primeiro passo para buscar o serviço é procurar uma unidade do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

São órgãos integrados ao SUAS (Sistema Único de Assistência Social). A pessoa com deficiência será avaliada por uma equipe técnica multidisciplinar.

Vale ressaltar que agredir ou abandonar pessoas por suas deficiência é crime previsto na Lei Brasileira de Inclusão (nº 13.146/2015).

Quem tiver conhecimento desse tipo de ocorrência pode fazer uma denúncia diretamente à Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, que fica na Rua Brigadeiro Tobias, nº 527, andar térreo, perto da estação Luz do Metrô (linhas Amarela e Azul).

A delegacia tem serviço presencial de segunda à sexta, das 9h às 18h, e também atende pelos telefones (11) 3311-3380/81/83.

Denúncias de crimes contra pessoas com deficiência também podem ser feitas pelo Disque 100, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

Fonte: Blog Vencer Limites – Estadão