Especial PcD: o que os carros perdem para entrar no teto de R$ 70.000

Versões para pessoas com deficiência abrem mão de muitos equipamentos para respeitar o cada vez mais apertado limite da isenção total

Foto do Jeep Renegade, modelo da categoria SUV, na cor vermelha
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Confira a matéria de Fernando Miragaya para o portal da Quatro Rodas:

As marcas perceberam um grande filão no segmento PCD (pessoa com deficiência), mas também se depararam com o obstáculo do limite de R$ 70.000 para a isenção total (IPI e ICMS).

Restou pegar a calculadora para ver como enquadrar os modelos, em especial os SUVs compactos. Surgiram as versões especiais para  PCDs. Só que muitos fabricantes cortaram na lata… e no plástico e nos equipamentos.

Nessa equação, a roda de liga leve é o item mais sacrificado. Para-choques e capas dos retrovisores na cor da carroceria também são pintados de preto na cara dura.

Assim como os cromados no revestimento interior são interpretados como um requinte dispensável. Às vezes, sobra até para uma prosaica tampa de revestimento do porta-malas.

Outras mudanças não saltam aos olho, mas o alívio vem na forma de equipamentos. Centrais multimídias e sensores e câmera de ré podem ser eliminados nas versões PcD.

E também não se empolgue muito com cores. Em muitas destas configurações, a paleta é bem enxuta – tem carro, inclusive, que tem só uma cor para PcD.

Os itens que mais mudam

Rodas: são o alvo principal da economia. No lugar de liga leve, rodas de aço, algumas até sem calotas.
Faróis de neblina: o pessoal de venda PcD também não perdoa as luzes auxiliares, que geralmente ficam de fora dos modelos adaptados.
Para-choques e capas dos retrovisores: vamos economizar na tinta? Pois é, muitas configurações têm essas e outras partes da carroceria pintadas de preto, em vez de na cor do veículo.
Barras no teto: o bagageiro também some em alguns SUVs voltados para o segmento.
Central multimídia: é uma vítima pontual dos modelos em muitas marcas; em outras, é mantida até como diferencial.
Volante: aqui a economia pode ser no acabamento, abrindo mão do revestimento de couro, ou na funcionalidade, sem os comandos satélite.
Controle de cruzeiro: item meio bipolar neste mercado, já que algumas marcas colocam o equipamento em suas versões adaptadas e outras o retiram.
Sensores: o de ré de vez em quando é riscado do mapa, assim como o de monitoramento da pressão dos pneus.
Cromados: para que esse requinte todo? Vai de maçaneta com revestimento simples para ficar abaixo dos R$ 70.000.
Revestimento do porta-malas: é isso mesmo, em muitas versões de SUVs para PCDs, o espaço de bagagem fica descoberto para a marca economizar com a tampa.
Cores: boa parte dos modelos específicos para vendas diretas só está disponível em cores sólidas e muitas vezes com duas opções – quando não única.

Fonte: Quatro Rodas