Se segurar no balanço ou se deixar levar?

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No momento de crise clara da economia, tenho ouvido muitas questões sobre estabilidade no trabalho. Quando a crise é evidente, parece que ela é só que o vemos e ouvimos. Na prática, estabilidade, segurança ou insegurança são apenas ideias que nos agarramos em busca de criar algum sentido.

Trabalhar é algo que proporciona autonomia, dignifica e nos proporciona moeda de troca para realizar nossos sonhos. Mas que sonho é este? Seria o ‘meu’ sonho ou o sonho de uma época, como comprar carro, casa e casar? Será que o meu sonho está realmente alinhado com a busca do meu propósito no mundo?

Conversando com uma pessoa que hoje está em início de carreira sobre o momento atual, disse que sim, é importante realizarmos o sonho da nossa época, mas o mais importante é ainda fazer algo que te dignifica, te dá orgulho de dizer o que faz e, acima de tudo, proporciona sua realização como indivíduo. Já tive milhares de sonhos e realizei muitos. Alguns ficaram para trás, outros foram transmutados e ainda hoje os persigo. Nunca devemos deixar de sonhar. Pois sem sonhos, perdemos o propósito e o sentido de viver. Buscar algo, não importa o que seja, nos traz sentido e nos faz levantar a cada dia.

Mas o que fazer diante da crise: ficar ou partir? Todos temos opção. Podemos ficar ou ir em busca do desconhecido. Mas a cada escolha que fazemos, também deixamos para trás outras possibilidades. Ficar requer resiliência, força de vontade e confiança naquilo que está por vir. Confiar que o novo sempre vem é um pensamento que proporciona algum sentido. Partir também requer autoconfiança e um objetivo de buscar algo mais alinhado com seus propósitos de vida.

Ficar ou sair só fará sentido se enxergarmos onde estamos e para onde queremos ir.