Síndrome de Asperger: já ouviu falar?

O que Newton, Einstein, Van Gogh, Bill Gates e Messi têm em comum, além de serem considerados gênios? Todos foram diagnosticados com “Síndrome de Asperger”.

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O que Newton, Einstein, Van Gogh, Bill Gates e Messi têm em comum, além de serem considerados gênios? Nessa história, posso incluir Da Vinci, Michelangelo, Beethoven, Mozart e Hitchcock. Todos foram diagnosticados com “Síndrome de Asperger”.

Vale aqui uma ressalva. Apesar de ser relacionada popularmente a crianças superdotadas, nem todas as pessoas com a síndrome têm alguma habilidade acima da média.

Falo em habilidade, pois a dita genialidade não está ligada a uma super inteligência, mas sim a alguma habilidade cognitiva acima da média da população em geral. Alguns têm uma memória incomparável, outros têm algum interesse específico, como a física.

A SA faz parte de um grupo de transtornos neurobiológicos conhecido como perturbações do espectro autista. Esse grupo leva o nome de transtornos do espectro autista porque as manifestações em cada indivíduo são diferentes do grupo. Isto é, embora algumas manifestações sejam semelhantes, podem haver grandes diferenças em termos de graus de severidade e habilidades. Em linhas gerais, a SA é um tipo de autismo brando em que a inteligência é bastante próxima ao considerado normal.

É uma alteração ligada ao comportamento e tem como característica principal a dificuldade na interação social. Costumam ter dificuldades para fazer amigos, entender e identificar expressões faciais e linguagem corporal, suas próprias expressões faciais são diminuídas ou ausentes ao contato visual. Entender o que está além da palavra também não é tarefa fácil para esses pacientes, eles levam tudo ao pé da letra. Seus interesses são reduzidos e há dificuldade para se interessarem por assuntos que fujam de seu repertório. Falta empatia para esses pacientes.

O diagnóstico da SA inclui uma profunda avaliação psicossocial, de linguagem, habilidades motoras e outros aspectos de personalidade e comportamento. Trata-se de uma avaliação multiprofissional.

O tratamento irá diferir entre os pacientes e a avaliação realizada para o diagnóstico que irá nortear o processo de reabilitação. Intervenções educacionais, psicoterapia e fonoterapia são necessárias na grande maioria dos pacientes. O uso de medicamentos será indicado, caso necessário.

Escolarização? Escola regular, sempre… E a escola deve estar preparada para receber esse aluno que tem, como tantas outras crianças, características muito especiais que devem ser conhecidas, reconhecidas e trabalhadas. A escola regular irá favorecer esse aluno no processo de socialização e as demais crianças irão aprender a conviver com as diferenças. Todo mundo sai ganhando!

  • Francisco Wellington

    Olá, Érika Longone! Para o surdo, em processo de alfabetização, especialmente quanto ao português como L2 na forma escrita, é mais fácil escrever um texto por meio de glosas, que derivam da sua própria língua, a sinalizada. Ocorre que não sei quais os limites da aplicabilidade das glosas como representação escrita das ideias do surdo, Gostaria de saber se ele tem de recorrer ao português para escrever textos mais longos, ou se as glosas lhe são suficientes nesse sentido. Existe uma literatura de glosas? Espero ter sido claro, obrigado!