Super-Herói (Não é Fácil) – Parte I

Pode parecer simplório, eu sei, mas estudar mais a fundo essas figuras tão onipresentes no cotidiano atual pode nos levar a ótimas reflexões sobre aceitação e sobre fazer a diferença no mundo.

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Oi.

Eu pensei em continuar a temática de cultura pop que iniciei na última crônica e explorar um tema muito querido por mim: os super-heróis.

Pode parecer simplório, eu sei, mas estudar mais a fundo essas figuras tão onipresentes no cotidiano atual pode nos levar a ótimas reflexões sobre aceitação e sobre fazer a diferença no mundo. É um assunto longo, no qual eu vou me estender um pouco mais, esta é apenas a introdução.

Em seu cerne, as histórias em quadrinhos sempre foram uma mídia que acalentou jovens desajustados: Superman foi criado em 1938 por dois franzinos judeus americanos cheios de esperança, e Peter Parker originalmente era um garoto nada popular que ganha seus poderes por acidente. São parte de um panteão mitológico contemporâneo formado pelos medos do mundo moderno.

Por isso é tão importante ver esse Olimpo moderno se expandir ao longo dos anos, com personagens mais diversos, que abraçam totalmente a participação midiática das minorias.

São personagens como Matt Murdock, o Demolidor, sucesso na Netflix, um advogado cego; Oráculo, a melhor hacker de Gotham City, uma cadeirante; os X-Men, cujas mutações genéticas os tornaram incríveis, mas que tiveram de passar pelo mesmo bullying e falta de compreensão pelo qual passam as crianças com deficiência, em algum momento de suas vidas escolares, ou minha favorita, Kamala Khan, a Ms. Marvel, uma garota suburbana muçulmana-americana, cujo gibi quebrou recorde de vendas em 2014.

Esses heróis e heroínas nos ensinam a buscar o melhor do mundo, independente de qualquer adversidade. Por isso, ao ver imagens de manifestantes com camisas de “S”, feministas usando a tiara da Mulher Maravilha e o penteado da Leia, e cadeirantes fazendo todo tipo de cosplay no pavilhão da Comic-Con, eu sorrio, e é esse mundo que nós vamos explorar, mas por enquanto, meu espaço acabou.

To be continued.

Até a próxima edição, na mesma bat-coluna, no mesmo bat-canal.

(Nota: caso você esteja se perguntando, o título deste mês foi inspirado sim na música da dupla Sandy & Junior, que na verdade é uma versão brasileira da canção Superman (It’s Not Easy) da banda Five For Fighting, usada na trilha de Smallville).